O Vídeo abaixo prova que uma das cauas que motivou o Wellington Menezes de Oliveira, a cometer o massacre que fez 12 vítimas na Escola Municipal de Tasso da Silveira em Realengo, Rio de Janeiro, foi ter sido vítimas de Bullying durante sua vida.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
Vídeo de Wellington Menezes de Oliveira
Atirador do Rio afirma em vídeo que bullying foi principal motivação
Divulgação
"Wellington culpa as 'autoridades escolares' por cruzarem os braços diante do bullying"
RIO - O assassino Wellington Menezes de Oliveira diz em vídeo que o bullying sofrido por ele foi a principal motivação para o massacre em Realengo. A Secretaria de Segurança Pública do Rio divulgou nesta sexta-feira, 15, novo material, que inclui vídeos, fotos e textos, encontrados no computador do assassino.
O acervo mostra a preparação de Wellington, não só para as mortes, mas para a repercussão que o caso teria. Lendo textos ou falando diretamente para a câmera, Wellington contraditoriamente justifica o assassinato das 12 crianças como uma resposta aos 'covardes'.
'Eu era agredido, humilhado, ridicularizado (...), mas o que mais me irrita hoje é saber que esse cenário vem se repetindo sem que nada seja feito contra essas pessoas covardes e cruéis', diz. Referindo-se às vítimas de bullying como 'irmãos', o assassino culpa as 'autoridades escolares' por cruzarem os braços diante do problema, e diz que, não fosse por isso, estaria vivo, assim como todos que matou.
Em um dos vídeos, o assassino 'parabeniza' o garoto australiano Casey Heynes, famoso depois da divulgação na internet de um vídeo em que se defende de bullying. Wellington cita também o sul-coreano Cho Seung-Hui, que invadiu o Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia (EUA), em 2007, matando 32 pessoas; e Edmar Aparecido Freitas, que entrou atirando, em 2003, no colégio onde estudou em Taiúva (SP), ferindo 8 pessoas, e depois se matou.
Em outra gravação, já sem barba, Wellington se despede. 'Hoje é quarta-feira, dia 06 de outubro de 2011 (sic), já são quase 7 horas da noite, daqui a pouco estou saindo de Sepetiba e me dirigindo para Realengo onde ficarei hospedado no hotel Shelton pra me preparar (..) Este é meu último discurso', diz. Há também 7 fotos do assassino. Nelas, Wellington aparece segurando duas armas, apontando uma delas para a câmera e, em outra foto, para a própria cabeça.
domingo, 10 de abril de 2011
Wellington sofreu Bullying em sua Infancia - Reportagem do Site UOL
O que podemos perceber em diversas meios de jornalismo que o assassino Wellington que matou 12 crinanças e deixos dezenas de feridos na escola Tasso da Silveira sofreu Bullying na sua infância. Aparentemente os maltratos pode ter sido encarado pelos colegas, professores e diretores, mas pode ter contribuido no somatórios dos problemas mentais que Wellington sofria. O Bullying é uam dor solitária, por isso, com esse desastre estamos lutando para o combate contra o Bullying e o acompanhamento psicológicos para as vítimas do Bullying.
08/04/2011 - 15h47 / Atualizada 08/04/2011 - 16h45
Autor do massacre no Rio sofreu bullying, dizem ex-colegas de escola
Colegas de turma de Wellington Menezes de Oliveira, 23, protagonista do massacre no colégio Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, disseram nesta sexta-feira (8) ao UOL Notícias que ele foi vítima de bullying na escola e sempre apresentou comportamento “estranho”.
“Ele aceitava as brincadeiras vindas dos meninos, pelo menos parecia. Mas as das meninas o deixavam muito abalado”, afirma Thiago da Cruz, 23, que fez uma parte do ensino fundamental com Wellington. “Elas, além de zoarem muito o jeito de andar dele e o modo como se vestia, ficavam fingindo ‘dar mole’ e, depois, o ridicularizavam.”
Para Thiago, há um sentimento de culpa. "Alguns ex-alunos se sentem culpados sabendo que inocentes pagaram por um ódio que ele sentia pela nossa turma."
O estudante Márcio Corrêa Gonçalves, 24, lembra que o atirador dizia coisas desconexas. "O Wellington era um cara meio estranho, não falava com quase ninguém. Nas poucas vezes que trocamos algumas palavras, ele disse coisas sem sentido sobre problemas na família, sobre se sentir sozinho sempre", afirmou Márcio, que acompanhou as homenagens às vítimas na porta do colégio nesta sexta-feira.
Com boné tapando o rosto e postura cabisbaixa, o jovem prestava atenção em cada detalhe da movimentação na porta da escola e não quis informar o ano e a série em que ele e Wellington estudaram juntos. De acordo com Márcio, o atirador nunca manifestou interesse aparente por armas de fogo e sofria frequentes gozações do resto da turma.
"Em toda sala de aula, o aluno que é meio estranho acaba sendo 'zoado' pelos outros. Isso é uma coisa que sempre existiu e com o Wellington não era diferente. Alguns desconfiavam até que ele fosse gay", afirmou.
"Wellinguiton"
O estudante Ícaro Belini, 23 anos, também foi colega de Wellington na na sétima série do ensino fundamental, na Tasso da Silveira, e também no segundo grau, na escola Madre Teresa de Calcutá, no Rio de Janeiro.
Ícaro diz que a recordação mais forte que ele tem de Wellington foi no primeiro dia de aula dos dois juntos, quando um professor de geografia pediu para todos se apresentarem. Quando Wellington foi dizer seu nome, disse "Wellinguiton" e todos riram, mesmo quando ele explicou que esta era a maneira como seu nome era escrito.
Segundo Ícaro, naquela época, havia alunos de até 20 anos na turma e os mais velhos batiam nos mais novos -- incluindo Wellington e ele próprio.
O ex-colega reforça os relatos de que o atirador era sozinho e recluso. "A gente não via ele nem com meninos, quanto menos com meninas", conta. "Ele não fazia bagunça, era uma pessoa muito calada. Era uma pessoa que se sentasse do seu lado você nem iria notar", lembra Ícaro.
O caso
Um homem invadiu na manhã de quinta-feira (7) a escola municipal Tasso da Silveira, na rua General Bernardino de Matos, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro.
No total, 12 crianças morreram --dez meninas e dois meninos--, além do atirador, Wellington Menezes de Oliveira, que, segundo a PM (Polícia Militar), atirou contra a própria cabeça depois de ser baleado por um sargento.
O atirador disparou várias vezes contra os alunos em salas de aula. Quase mil jovens estudam no local.
Segundo as últimas informações da Secretaria Estadual de Saúde, há dez vítimas internadas, das quais três em estado grave. Os feridos foram levados para seis hospitais do Rio de Janeiro.
*Com reportagem de Hanrrikson de Andrade e Cláudia Dias, no Rio de Janeiro, e Rafael Targino, em São Paulo
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